EU
Eu
Sentado na margem deste rio
Contemplando a sua corrente
Em que as palavras deslizam
Por vezes apressadamente
Outras dolentemente
Eu
Na sombra dos salgueiros
Olhando os seus esteiros
Avisto barcos de velas caídas
Jangadas de sonhos vencidos
Naufrágios de amores perdidos
Eu
Sombra projectada
Nas águas espelhada
Pela corrente moldada
Por vezes ganha vida
Outras fica parada
Eu
Ficando nas margens
Partindo nas palavras
Voando nos sonhos
Regressando de viagens
E desaparecendo nas águas

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